Endometriose – O que é e como tratar

 

Ao menstruar, a mulher elimina esse tecido que revestiu a parede do útero, além dos óvulos não fecundado. No entanto, uma anormalidade do organismo faz com que o endométrio cresça para outras partes do corpo feminino como trompas, ovários, intestinos e bexiga.

Em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica. As causas desse comportamento ainda são desconhecidas, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver endometriose se a mãe ou irmã da paciente sofrem com a doença.

Deficiências no sistema imunológico também podem facilitar o surgimento da doença, tornando o corpo incapaz de reconhecer e destruir as células endometriais que crescem no lugar errado.

É justamente aí que mora o problema: começam-se muitas dores, cólicas menstruais intensas e intermináveis, sintomas que se assemelham a uma Tensão Pré-Menstrual (TPM), mas que na realidade são sinais de endometriose, uma doença que é uma das principais causas da infertilidade feminina.

A endometriose atinja cerca de seis milhões de brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Endometriose, sendo que 30% das que adquirem essa condição podem ficar estéreis.

Os sintomas incluem cólicas menstruais, dor pélvica/abdominal durante a relação sexual ou dor no intestino. O problema é que isso ocorre durante a época da menstruação e faz com que a doença seja confundida com sintomas de TPM ou apenas como simples cólicas menstruais, dificultando o diagnóstico.

O melhor método para diagnosticar a doença, hoje, tem sido a videolaparoscopia, mas ainda não há uma cura para doença, que se não for tratada a tempo pode causar infertilidade.