Sífilis: um risco para mãe e o bebê

Entre as gestantes, os casos cresceram 14,7%, e a congênita, 4,7%. Diante dos dados, o órgão considera que o país vive uma epidemia da doença.

Esse crescimento é ainda maior entre adultos, com 87.593 mil casos registrados no ano passado. Para 2017, a projeção do Ministério de Saúde é de 94.460 registros. Este crescimento ocorre desde 2010.

Quando ocorre durante a gestação, a sífilis pode ser transmitida para o bebê, trazendo grandes riscos de deixar sérias sequelas ou mesmo levar a um aborto. Doença sexualmente transmissível, a sífilis tem aumentado por causa da falta de uso do preservativo, única forma de se evitar o contágio por doenças sexualmente transmissíveis como é o caso da sífilis e da própria Aids, causada pelo HIV.

A sífilis desenvolve-se em estágios, e os sintomas variam conforme cada estágio. A primeira etapa envolve uma ferida indolor na genitália, no reto ou na boca. Após a cura da ferida inicial, a segunda fase é caracterizada por uma erupção cutânea.
Depois, não há sintomas até a fase final, que pode ocorrer anos mais tarde. Essa fase final pode resultar em danos para cérebro, nervos, olhos ou coração.

Sífilis congênita

Quando acomete a gestante, a sífilis pode ser transmitida para o bebê que podem nascer comprometidos e apresentar sequelas pelo resto da vida. A sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê, apresenta sintomas nos primeiros dias ou meses de vida: feridas pelo corpo, deficiência auditiva, visual ou mental, dentes deformados e problemas respiratórios como pneumonia e outros.

O diagnóstico da doença é feito com um exame de sangue e o tratamento, com penicilina. Além da mulher, o parceiro ou marido também deve realizar o tratamento.