VSR: Vírus parecido com gripe causa internação de bebês

 

Não por acaso, as alas de internação infantil já se encontram com superlotação ou falta de vagas em pleno mês de abril.

O vírus que provoca a doença é transmitido de criança para criança, através do contato direto e pelas secreções do nariz, boca ou saliva. Os sintomas se manifestam rapidamente, após quatro dias da exposição do vírus.

Além dos bebês, a doença pode atingir adultos e crianças mais velhas com imunidade baixa.

O VSR causa congestão ou corrimento nasal, tosse seca, febre baixa, dor de garganta, dor de cabeça leve.

Em casos graves, o vírus sincicial pode levar à internação da criança por conta da evolução da doença para uma pneumonia ou bronquioliete, quando há inflamação das passagens de pequenas vias áreas que entram nos pulmões.

Nos casos de complicações, os sintomas são febre, tosse severa, ruídos no momento de respirar, respiração rápida ou dificuldade respiratória.

O que fazer

É importante procurar o médico ao notar os sintomas seja de gripe ou VSR. Um exame laboratorial é necessário para comprovar se a criança ou adulto está infectada pelo vírus e, assim, iniciar o tratamento adequado.

Não há uma vacina contra o vírus respiratório sincicial, mas para diminuir a gravidade da infecção, a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM) recomenda para esse grupo específico um tratamento injetável à base de palivizumabe, tipo de anticorpo com ação neutralizante e inibitória do vírus, que deve ser administrado entre os meses de março e setembro, quando a incidência de VSR é maior – o pico ocorre em agosto. O medicamento está disponível no SUS

Além disso, alguns cuidados podem ser tomados como evitar a exposição do bebê a pessoas que têm febre ou constipações e lavar as mãos frequentemente, principalmente antes de tocar a criança.